Informe Chapada

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Pesquisa aponta que 70% dos brasileiros se automedicam

02.08.2016

Muitos brasileiros se automedicam pelo fato de considerar o pronto-socorro um ambiente lotado e muitas das vezes achar a opinião do médico irrelevante, de acordo com uma pesquisa do Instituto de Ciência, Tecnologia e Qualidade (ICTQ) sobre o assunto no Brasil. Segundo os levantamentos, 72% da população toma remédio por conta própria e 40% faz o autodiagnóstico usando a internet.

O diretor de pesquisa do Instituto de Pesquisa e Pós-Graduação para o Mercado Farmacêutico do ICTQ considera o autodiagnóstico preocupante “Um aspecto relevante desse ano foi o índice de pessoas que fazem o autodiagnóstico: 40% dos entrevistados, além de automedicar-se, fazem esse tipo de diagnóstico. O que as pessoas não entendem é que, quando colocam qualquer sintoma de saúde na internet, há uma infinidade de patologias e elas acabam escolhendo uma delas sem um diagnóstico preciso”.

De acordo com a médica especialista em dor do Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (Icesp), o maior risco da automedicação é adiar o diagnóstico de determinadas doenças.“A pessoa pode tomar um remédio que não contribui para a melhora da saúde e perder a oportunidade de ter um diagnóstico com maior chance de controle e de cura”.

A infectologista e clínica geral do Complexo Hospitalar Edmundo Vasconcelos, Lígia Brito, informa que dependendo da dose e do tipo de medicamento, pode acarretar sérias complicações. “Antitérmicos e analgésicos podem causar problemas no fígado, os analgésicos e anti-inflamatórios podem causar complicações no estômago. E os anti-inflamatórios também podem desencadear problemas renais”, alerta.

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