Informe Chapada

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Nem todo bebê com microcefalia tem diferença no perímetro cerebral, descobrem cientistas

01.07.2016

Pesquisa mostra que 20% dos bebês com problema neurológico causado pelo zika têm o perímetro do cérebro normal. É o que revela uma pesquisa feita por uma equipe de cientistas brasileiros, publicada na revista especializada The Lancet. O trabalho alerta que o diagnóstico de microcefalia não pode ter como alvo apenas o perímetro cefálico da criança.

Os pesquisadores constataram que um em cada cinco casos de bebês contaminadas por zika durante a gravidez e com sintomas de danos neurológicos apresentavam uma circunferência da cabeça nos padrões considerados normais.

Os cientistas da Universidade Federal de Pelotas concluíram que das gestações afetadas pelo vírus, alguns fetos terão alterações cerebrais e microcefalia, outros terão alterações cerebrais e perímetro cefálico normal e outros não serão afetados.

O trabalho é o maior estudo de série de casos de suspeita por infecção de zika realizado até agora. Reuniu dados de quase seis mil casos suspeitos de microcefalia notificados no País até fevereiro.

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