Informe Chapada

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Técnicos do Ipac definem Poligonal de Tombamento Estadual da Cidade de Palmeiras

07.07.2015

Turismo

Foto : José Carlos Matta

Arquitetos do Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia (Ipac), Ligia Larcher e José Carlos Matta, estiveram na sede do município de Palmeiras, localizada 336 km de Salvador, região da Chapada Diamantina, entre os dias 17 a 19 de junho. O objetivo era definir a Poligonal de Tombamento Estadual e realizar vistorias para a aprovação de projetos e obras, com uma atenção especial para o projeto intitulado “Proposta de Recuperação das Fachadas” da Associação Beneficente, Cultural e Esportiva de Palmeiras.

O Centro Histórico da Cidade de Palmeiras está tombado pelo Governo Estadual desde julho de 2014. Em linhas gerais, a definição da poligonal referendou o Tombamento Municipal, processo de patrimonialização que vem ocorrendo desde o ano de 1998. O tombamento segue a adoção de parâmetros criteriosos como a originalidade, a importância histórica, o território identitário, o mérito e o valor, que definirão o que pode ou não tornar-se patrimônio cultural. Os bens tombados na área urbana de Palmeiras poderão receber financiamentos públicos para restauração e conservação, além de oferecer para a comunidade um traço original, peculiar e singular que os difere de outras localidades, impulsionando também o turismo da região.

 A “Proposta de Recuperação das Fachadas”, trata-se da recuperação de elementos das fachadas que foram descaracterizadas ao longo do tempo, a exemplo de portas, janelas e coberturas, o que implicará também na recuperação do reboco e na repintura das fachadas recuperadas. O projeto será financiado através das leis de incentivo à cultura e contará com a orientação técnica e fiscalização do IPAC.

A iniciativa partiu da comunidade local, que mobilizou os seus esforços para a consecução do objetivo comum de valorizar a cidade do ponto de vista estético, requalificando, ao mesmo tempo, um importante segmento cultural histórico – o patrimônio edificado -, o que também se caracteriza como uma iniciativa que tem apoio garantido do IPAC.

História  

A cidade de Palmeiras é considerada a caçula das “Lavras Diamantinas”, ou seja, lugares que historicamente fizeram parte do circuito do extrativismo dos diamantes na região, assim como Lençóis, Mucugê e Andaraí, já tombadas como patrimônio cultural do Estado.  “A única cidade que não foi tombada totalmente é Palmeiras e ela também possui praticamente as mesmas características e importância histórica das demais cidades”,salientou Queiroz.

Concentra sua atividade econômica na exploração de diamantes, carbonatos, cristal de rocha e calcário, e conserva intacto o importante casario histórico, facilmente observado no Palacete dos Alcântaras, na Prefeitura Municipal, na Igreja Matriz do Bom Jesus e nas diversas capelas e casarões.

Palmeiras também é reconhecido por ser a porta de entrada para o Vale do Capão, um dos principais destinos da Chapada Diamantina. Também está próxima de importantes atrativos naturais, como o Morro do Pai Inácio e o Morro do Camelo, além dos Sítios Arqueológicos do Matão, da Serra Negra e do Poço dos Impossíveis. Outros atrativos que integram o município são os casarios coloniais, como o Museu da Cidade. Além disso, uma das maiores festas de Carnaval da Bahia acontece em Palmeiras.

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